MARISA MONTE - UNIVERSO AO MEU REDOR (2006)
Músicos:Faixas:
Mesmo não concordando com a crítica abaixo, não poderia deixar de publicá-la, por ser este um espaço livre para opiniões de todos.
METENDO O PAU
Depois que a tragédia musical chamada Os Tribalistas foi lançada, a crítica ficou à espera do próximo disco de Marisa Monte. O motivo era simples. Todo queriam saber a cantora teria finalmente sucumbido à loucura. Ou talvez, aquilo não passasse de uma alucinação coletiva.Bem, Marisa Monte resolveu lançar nada menos que dois discos ao mesmo tempo: Infinito Particular e Universo Ao Meu Redor. São dois álbuns completamente diferentes. Por isso, a ZeroZen resolveu fazer duas críticas pelo preço de uma. Antes de mais nada é preciso dizer que Universo Ao Meu Redor é o disco mais corajoso de Marisa Monte. Sério. Não deu certo. Não funcionou mesmo. Mas não se pode negar que a cantora fez pelo menos um esforço para sair da mesmice. Na verdade, Universo ao meu redor é um disco de samba por um cantora que não sabe cantar sabe cantar samba. E isso fica claro. Na verdade, como a ZeroZen já disse antes Marisa é a falsa baiana (que não bole/ não geme nem nada/ não sabe deixar a mocidade louca). O pior de tudo é que Marisa Monte teve mesmo uma grande idéia. Afinal de contas qual a cantora brasileira da atualidade que teria coragem de cantar samba? Pois é, quem diria que fazer samba no brasil parece ser o máximo em ousadia. De qualquer maneira, ao invés de se socorrer, por exemplo, de toda a velha guarda da portela e gravar músicas antológicas, Marisa optou ppor chamar seu indefectíveis parceiros dos tribalistas.Não podia dar certo. E não deu. Ambos não são sambistas, não têm a malandragem do morro. Para piorar, Marisa Monte tenta o tempo todo emular o suíngue do samba carioca. O resultado é desastroso. Às vezes, parece que ela fez o disco para impressionar a velha guarda da Portela. Como se sabe, Marisa foi recusada na velha guarda por ser considerada velha demais...Porém, três músicas merecem destaque: Perdoa, Meu Amor (Casemiro Vieira), Para mais Ninguém (Paulinho da Viola), Pétalas Esquecidas (D. Yvonne Lara, Teresa Batista). Todas, claro, feitas por gente que entende do riscado. Ainda vale destacar Três Letrinhas (Moraes Moreira/Galvão), canção simpática e com um belo arranjo. Apesar de Marisa Monte se parecer com uma Clara Nunes chapada de prozac, Universo Ao Meu Redor, verdade seja dita, é menos ruim do que Infinito Particular.
(J. Tavares)
IN ENGLISH
Marisa Monte's voice and phrasing are as warm and beautiful here as you'd expect from her previous CDs. What makes this release cold and unsatisfying is its lack of any feeling of rapport between MM and anyone else on the album. It's not uncommon in the music industry for instruments to be recorded long after the vocal tracks, but this album really *sounds* that way. Sadly, the arrangements are also way too self-conscious and arch. David Byrne didn't produce the album, but appears on its weakest track ("Statue of Liberty"), and seems to have inspired the producers to approach the material with inappropriate irony. Electronica sound effects and campy retro electronic keyboards clutter up too many of these simple and soaring melodies. The sensational "Perdoa meu amor" from the 1940s might have sounded great with a harp in one channel, but instead two competing harp tracks goop up the song with too much of a good thing. MM herself is credited as a producer, and must share the blame. "Infinito particular", which MM released simultaneously with this album, is a marginally more musical choice, though it lacks any track where the musicians let loose and have fun -- a big contrast from her earlier CDs. Don't pay full price for either of these new releases. If you're new to her music, her album from 2000, "Memories, Chronicles and Declarations of Love", is a five-star alternative you won't regret.
(A. J. Sutter)

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